Foi com este tema que iniciamos o Programa de Mentoria da ABC³. Não sei se sorte, sincronicidade, tudo junto e misturado, saiu como minha Mentora uma associada com experiência e dedicação ao tema nos últimos 6 anos, a quem admiro e me inspira Luciene Dias.
E por que discutir este tema de boas práticas para “inspirar” pequenas e médias empresas a adotar a Governança e/ou Conselho Consultivo?
Parece óbvio que nos dias de hoje as empresas queiram buscar a Governança para crescerem e se destacarem num cenário altamente competitivo, para sua sobrevivência e perenidade, correto?
Ledo engano, na prática, isso não acontece. A grande maioria, se quer imagina que a Governança poderia levar a outro patamar de gestão. E outra boa parcela, ao contrário, acredita equivocadamente, que a Governança pode engessar e burocratizar seu negócio.
Desde que fundamos a ABC³ tenho tentado levar o tema da Governança a algumas pequenas e médias empresas às quais presto consultoria, mas sem sucesso.
Frases comuns que escuto “Ah, este tema é muito complexo, não é pra mim”! ou “Nem quero ouvir a respeito, só de pensar na complexidade, me dá arrepios”! “Fatima, por favor, isso vai burocratizar e engessar minhas decisões, vamos mudar de assunto”! e por aí vai!
Mas, já no primeiro encontro do Programa de Mentoria pudemos discutir sobre este tema e identificar aspectos relevantes que mudaria esta perspectiva, os quais compartilhamos aqui.
Antes, porém, vale reforçar que o conceito de Governança, varia de escola para escola, para alguns princípios podem ser considerados básicos:
- É sistêmica
- Busca o equilíbrio entre partes envolvidas
- Atua no direcionamento do negócio, para geração de valor aos públicos
- Foca no longo prazo e na perenidade do negócio

Principais tópicos discutidos:
- Abordagem Pessoal: não devemos abordar o tema sobre implantação de Governança e/ou Conselho de maneira coletiva. Identifique na empresa o principal interlocutor, aquele que poderia ser o maior beneficiado com esta movimentação, convide-o para um bate papo e, aí sim, aborde o assunto “desmistificando e descomplicando a Governança”;
- Benefícios: explore os ganhos da Governança: sustentação da empresa no longo prazo, melhoria de gestão e performance, maior controle e profissionalização, redução de conflitos, prevenção de riscos, fraudes, erros, crises, processo sucessório, inovação, expansão, maior facilidade para captação de recursos, investimentos e, até mesmo, a empresa se tornar mais atrativa no mercado, e para uma eventual venda futura, entre outros (ver bibliografia recomendada)
- Novo Projeto Fundador: Aborde de maneira cuidadosa os aspectos da “vida finita” e, que a empresa é seu legado e a necessidade da longevidade. E construa um novo “projeto” para que o fundador assuma um novo papel, mais estratégico, como membro do conselho, dando espaço ao sucessor para os temas de gestão e operação. Enaltecer este novo papel como conselheiro, como uma liderança estratégica. E onde, com um conselho, se vislumbra o enriquecimento do processo decisório com visões distintas;
- Diagnóstico Inicial: por vezes propor um processo por etapas, facilita a abordagem. E, ao começar pelo diagnóstico considerando Gaps e oportunidades, mas, com recomendações acionáveis, as experiências práticas, tem se mostrado bastante efetivas, onde o fundador passa a dar maior valor e identificar com clareza os benefícios de boas práticas de Governança, incluindo o Conselho Consultivo, para o seu negócio.
Bibliografia recomendada:
https://triever.com.br/descomplicando-a-governanca-conceito/
https://triever.com.br/descomplicando-a-governanca-beneficios/
https://exame.com/pme/devo-criar-um-conselho-administracao-na-minha-pme/
Artigo produzido através do Programa de Mentoria da ABC³ por Fatima Merlin Membro e Conselheira Consultiva na ABC³ – Associação Brasileira de Conselheiros Consultivos Certificados e CEO da Connect Shopper e por Luciene Dias Membro e Presidente do Conselho Consultivo na ABC³ – Associação Brasileira de Conselheiros Consultivos Certificados e sócia da Triever
Saiba mais sobre elas: